História

A palavra hidroponia vem do grego, dos radicais hydro = água e ponos = trabalho.

Apesar de ser uma técnica relativamente antiga, o termo hidroponia só foi utilizado pela primeira vez em 1935 pelo Dr. W. F. Gericke da Universidade da Califórnia.

Essa técnica pode ser aplicada tanto em escala doméstica (pequenos vasos) bem como em escala comercial (grandes plantações em galpões). Gericke adotou o sistema de cultivo sem solo para as condições de campo, de tal forma que se tornou o primeiro passo para viabilizar o cultivo em escala comercial. Quando se diz que “Gericke é o pai da hidroponia” não significa que ele inventou o cultivo sem solo, mas trata-se de uma homenagem aos avanços científicos conquistados por ele e por ter pela primeira vez usado o termo hidroponia.

Jardins da Babilonia

Uma das maravilhas do mundo antigo, foi irrigada pelo rio Eufrates.  Tudo indica que  Nabucodonosor II ordenou que eles fossem construídos entre o século 8 e 7 AC.  Os jardins foram construídos parcialmente sobre o rio Euprates e as plantas eram irrigadas por canais.  Não existe nenhuma evidência direta dos Jardins Suspensos da Babilonia, no entanto há evidencias arqueológicas descobertas por Robert Koldewey.  Existem estruturas antigas que suportariam a tecnologia utilizada para esses jardins.

 

Durante os  séculos 10 e 11 os Astecas desenvolveram um sistema de jardins flutuantes baseado em hidroponia.

Os escritos de Marco Polo indicam que ele encontrou jardins flutuantes quando visitou a China no século 13.

Sir Francis Bacon, cientista Britanico, filósofo e  politico realizou estudos em 1620.  Seus trabalhos foram publicados postumamente em 1627 e causaram um grande impacto na época.

Em 1699 outro cientista Ingles, John Woodward realizou testes envolvendo crescimento de hortelã em várias soluções de água.  Ele tentou cultivar plantas de hortelã na água da chuva, a água do rio e na água misturada com solo e em seguida drenada.  Ele descobriu que a hortelã cresceu mais rapidamente e produziu plantas mais saudaveis na solução de água que tinha sido misturada com o solo.  Sua conclusão foi de que as plantas crescem melhor em águas menos puras do que água destilada.  Sabemos hoje que seus resultados foram devido a minerais que permaneceram na água depois de ter sido misturada com o solo.

O cientista de Berkeley, William Gericke, promoveu o uso da hidroponia na agricultura comercial.   Usando um processo que chamou de “aquicultura”, ele fez elogios aos benefícios da jardinagem sem solo pelo cultivo de tomates em sua casa através de soluções de água e nutrientes.  Depois de saber que o termo “aquicultura” ja estava sendo usado para descrever o estudo de organismos aquaticos, ele cunhou o termo “hidroponia” que usamos até hoje.

Dois outros cientistas de Berkeley, Dennis Hoagland e Arnon Daniel mais tarde expandiram a pesquisa de Gericke.  Em 1938 eles publicaram “O método de cultura em água para o cultivo de plantas sem solo”, que é amplamente considerado como um dos textos mais importantes ja publicados sobre hidroponia.  Várias soluções nutritivas que eles desenvolveram ainda são usadas hoje.

Fontes

Wikipedia

http://home.howstuffworks.com/lawn-garden/professional-landscaping/alternative-methods/hydroponics1.htm

 

Curiosamente, a primeira produção de alimentos hidropônicos em grande volume ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Sendo que o exercito dos Estados Unidos estabeleceu um sistema de hidroponia por inundação e drenagem em várias ilhas áridas dos Oceanos Pacífico e Atlântico. Ainda, foi criada em Chofu no Japão, uma unidade com mais de 22 hectares de hortaliças hidropônicas para alimentar o exército. Entretanto, o uso da hidroponia em circunstâncias normais ainda não era economicamente viável. Após a guerra, em todo mundo não havia mais de 10 hectares com cultivo hidropônico.

Este cenário começou a mudar durante a década de 60. Isso porque o Canadá, grande produtor de tomates em estufa, começou a ter problemas com o cultivo devido a alta incidência e severidade de doenças provenientes do solo. Então, a solução foi evitar o uso do solo, empregando o cultivo em hidroponia. Com isso, no decorrer dos próximos anos aumentaram os estudos científicos e investimentos financeiros com o objetivo de aprimorar o cultivo hidropônico.

O próximo passo da evolução da hidroponia aconteceu devido a crise e aumento do preço do petróleo na década de 70. O custo do combustível tinha influência direta sobre os ganhos dos produtores pois eles usavam calefação nas suas estufas. Com isso, mais pesquisas foram direcionadas ao campo da hidroponia, visando a diminuição dos custos de produção. No final dos anos 70 a hidroponia estava em expansão, mas contava com apenas cerca de 300 hectares em todo mundo.

Talvez o maior avanço tenha ocorrido a partir de um acontecido na Holanda na década de 1980. Com o uso contínuo durante muitos anos de adubação e agrotóxicos diretamente no solo nas estufas de cultivo houve contaminação das águas subterrâneas nesse país. Culminando com a proibição do uso dessas técnicas. Então, para evitar a contaminação do solo e da água a hidroponia se consolidou como uma técnica de cultivo viável. A técnica de hidroponia mais utilizada foi lã de rocha alimentada por regas por gotejamento.

Com o sucesso dos cultivos hidropônicos na Holanda, houve uma rápida expansão nos cultivos hidropônicos em vários países ao redor do mundo. No final da década de 80 a área mundial cultivada em hidroponia já ultrapassava os 6000 hectares.

Atualmente a hidroponia continua em expansão, evidentemente, com uma taxa de crescimento menor do que a vista entre as décadas de 60 e 80.

A hidroponia no Brasil entrou em expansão no início da década de 90, em São Paulo. Hoje é bastante difundida principalmente próximo a grandes centros urbanos . Além da finalidade comercial, o cultivo hidropônico tem sido utilizado como lazer e também com objetivos terapêuticos por algumas instituições.

Fonte do texto: FURLANI, P.R.; SILVEIRA, L.C.P.; BOLONHEZI, D.; FAQUIN, V.  Cultivo hidropônico de plantas. Campinas: Instituto Agronômico, 1999. 5p. (Boletim técnico, 180).

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